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O esquizofrênico setor de telecomunicações

Imagine um objeto de desejo, que representa status social e que se tornou vital nos dias atuais. O carro, diriam alguns. Não, pois esse vem sendo questionado em um mundo que preza a sustentabilidade e a mobilidade urbana. Falo do celular. O glamour do maço de cigarros nos bolsos e bolsas, hoje é personificado no aparelho móvel. O estoque de celulares já supera a população do país.

Contudo, as operadoras não estão comemorando. Estranho, né? A Oi recorreu recentemente à recuperação judicial com dívidas superiores a R$ 60 bilhões, a maior da história brasileira. A TIM patina. Essas empresas não conseguem aproveitar o cenário benéfico e, como reflexo, suas ações perdem espaço na bolsa brasileira. Por que isso ocorre?

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Oi e TIM: a ordem dos fatores altera o produto

Na escola, aprendemos logo no ensino fundamental que em operações de multiplicação existe a propriedade da comutatividade. Assim, tanto faz se multiplicamos 3 por 6 ou 6 por 3. O resultado da operação chamado de produto sempre será 18. Ao longo dessa semana, recordei dessa lição ao ler uma reportagem do Valor Econômico sobre uma possível operação societária entre duas empresas de telecomunicações: TIM (TIMP3) e Oi (OIBR4). Dois cenários foram desenhados. Embora o resultado das atividades da empresa resultante seja o mesmo nas duas hipóteses, as consequências para o acionista minoritário da TIM serão bem diferentes.

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O ocaso de alguns setores na bolsa

O Ibovespa é criticado pela concentração excessiva em ações de companhias de setores cíclicos, especialmente serviços financeiros e commodities. Mas já foi pior. No início da última década, apenas um setor – o de telecomunicações – representava quase 50% do índice. Atualmente, o segmento responde por apenas 2,4%, representado por três empresas: Oi (Telemar e Brasil Telecom), Telefonica Brasil (a antiga Telesp com a Vivo) e TIM. Outro setor que vem perdendo importância nos últimos tempos é o siderúrgico. Por que isso ocorreu? O futuro pode ser mais alvissareiro?

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