Tag Archives: setor elétrico

Por que a gestão das cias está mais difícil?

O ambiente econômico atual é mais dinâmico e, por consequência, mais complexo. Mudanças tecnológicas disruptivas incomodam modelos de negócios antes inabaláveis. A gestão está mais complicada não somente por causa da tecnologia. O ambiente regulatório também se deteriorou no Brasil nos últimos anos. Essas mudanças dificultam também o trabalho de análise, tornando o investimento em companhias mais arriscado. Vários exemplos comprovam como o ambiente se tornou mais desafiador aos negócios.

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Será o fim das companhias defensivas?

Em momentos turbulentos, os consultores indicam ações de companhias defensivas para compor a carteira de seus clientes. A maioria dos gestores também prefere adotar essa estratégia quando as incertezas se avolumam. Mas o que são ações defensivas? Esse conceito permanece válido em uma economia dinâmica como a atual?

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Existe risco regulatório no setor elétrico brasileiro?

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) na nota técnica para definição da taxa de rentabilidade a ser utilizada no quarto ciclo de revisões periódicas das concessionárias de distribuição de energia explica porque não incluiu um adicional de risco regulatório na fórmula da tarifa. A agência está correta? As ações das empresas brasileiras do setor elétrico negociam com desconto em decorrência da existência de um risco regulatório no setor? Em outras palavras, os investidores para adquirirem essas ações pedem uma redução de preço devido a interferências governamentais?

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Entendendo a taxa de desconto

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) divulgou recentemente a proposta para o custo de capital a ser utilizado no quarto ciclo de revisões periódicas das concessionárias de serviço público de distribuição de energia elétrica a ser aplicado a partir de 2015. Para cálculo da taxa de remuneração dos ativos regulatórios, a agência usou a metodologia do custo médio ponderado de capital (WACC, da sigla em inglês) combinado com o CAPM (“capital asset price model”). O desafio desse modelo é como calcular alguns itens da taxa de desconto como o beta, a taxa livre de risco e o risco de mercado. Outra discussão é sobre a possibilidade de se utilizar o volátil mercado acionário brasileiro como referência. Como a agência lidou com essas questões?

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O setor elétrico e a taxa de retorno: quem disse que não havia risco?

Investir em ações de elétricas sempre foi considerado uma aplicação segura. Companhias com receitas previsíveis e reajustadas pela inflação, bem como dividendos generosos faziam a alegria de muitos investidores. A renovação das concessões de algumas geradoras e transmissoras em 2012 assustou o mercado. Existem ainda outras ameaças.

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