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Petrobras: suas ações continuarão subindo?

Um dos melhores investimentos nos últimos 12meses foi investir nas ações da Petrobras. Os papéis sem direto a voto tiveram apreciação de 115,5% no período. O presidente escolhido, Pedro Parente, com carreira bem-sucedida no setor privado trouxe de volta um discurso comprometido com a razoabilidade econômica. Nada muito sofisticado: apenas relembrou que despesas e investimentos têm que caber no orçamento. Essa máxima havia sido ignorada pelo governo anterior guiado por um voluntarismo pueril e por objetivos menos nobres.  A alteração da postura da administração foi fundamental para a sobrevivência da companhia que caminhava para um cenário de inviabilidade econômica. O desempenho da ação demonstra que os investidores reconheceram essa mudança. Mas o realizado até agora é suficiente para uma valorização sustentada das ações? As ações ficaram caras após o “rally”?

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A desastrosa política econômica de Dilma

Pode se dizer que, em seu primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff errou praticamente tudo o que tentou em termos de política econômica. Sua reeleição lhe deu a oportunidade de consertar os desacertos. Contudo, uma visão econômica intervencionista e dificuldades na composição de sua base econômica a impedem de implementar uma agenda econômica positiva.

Muito se comenta sobre os montantes desviados da Operação Lava-Jato, mas os erros de condução da economia acarretaram perdas muito maiores à sociedade brasileira. Como Delfim Netto nos lembra semanalmente, a economia é movida pelo espírito animal do empreendedor. Mas a presidente dificilmente conseguirá restabelecer a confiança, embora ainda faltem três anos para o fim do mandato.

Dilma já pode ser considerada uma das piores, senão a pior, presidente da história. E olha que os competidores são fracos como, por exemplo, Deodoro da Fonseca e sua política do encilhamento, Collor e os desmandos de sua administração e Sarney e a hiperinflação do seu governo. Resta saída?

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Petrobras: a polêmica sobre os dividendos

Vítima de uma administração financeira caótica, a Petrobras teve, nos últimos anos, queda abrupta da geração de caixa. O balanço de 2014 apresentou prejuízo, o que prejudicou a distribuição dos proventos anuais, inclusive dos dividendos mínimos das ações preferenciais. Essa decisão foi muito questionada pelos minoritários. Quem está com a razão?

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Falta um Abilio Diniz na Petrobras

Na última semana, o governo anunciou a troca do comando da Petrobras. Saiu Maria das Graças Foster, funcionária de carreira da petrolífera, e entrou Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil, outra estatal.

O mercado reagiu mal com as ações da Petrobras caindo mais de 7% na última sexta feira. Perdeu-se uma excelente oportunidade de devolver alguns bilhões ao valor de mercado da empresa. Ao trazer um executivo próximo ao governo, a presidente demonstra, mais uma vez, sua dificuldade de entender a dinâmica do mercado. Bastava estudar o desempenho recente das ações da BRF  (BRFS3) que responderam bem à troca de comando da empresa mesmo com um resultado operacional ainda fraco.

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IPO da Caixa: sem noção da realidade

Às vésperas do Natal, o jornal Valor publicou a reportagem “Governo pretende levantar até R$ 20 bi com venda de fatia da Caixa”. Para obter um valor justo por suas ações, a Caixa Econômica Federal, além de apresentar resultados operacionais consistentes, deve adotar um sistema de governança corporativa robusto. Contudo, graves questões de gestão das estatais e de conflitos de interesse entre a União e a Eletrobras, bem como a Petrobras, pululam no noticiário. O mercado de capitais é uma eficaz fonte de financiamento, mas exige normas que defendam os interesses da companhia e de todos os seus acionistas. O mercado acionário não pode ser visto apenas como uma alternativa para o governo atender suas metas fiscais. O debate sobre os limites da atuação das estatais de capital aberto é atual, pois vem sendo discuitda tanto na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) como até mesmo no STF (Supremo Tribunal Federal). Sem atacar essas questões, a abertura de capital de mais uma estatal é inoportuno.

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