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Múltiplo P/L aponta desânimo com resultado das cias brasileiras

Existe um debate histórico entre os adeptos da análise fundamentalista relacionado ao cálculo dos múltiplos P/L (preço por lucro), FV/Ebitda e outros. Deve-se utilizar os resultados passados ou os projetados. O mítico investidor americano Benjamin Graham pregou o uso dos lucros passados ao longo de seu livro “Investidor Inteligente”. Outro americano, Philip Fisher, defendia o oposto em outro clássico “Ações comuns, lucros extraordinários”: os resultados futuros. Que tal tentar mesclar as duas visões? O que essa abordagem indica sobre o grau de confiança dos investidores em relação ao lucro das companhias brasileiras?

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Dilma saindo. Vamos falar sobre a bolsa?

Com a expressiva participação popular nas manifestações do domingo e o desenrolar da operação Lava-Jato, a probabilidade da queda de Dilma Rousseff parece cada dia maior. A baixa credibilidade do governo promoveu a depreciação dos ativos financeiros. A saída da presidente tende a reverter esse quadro, caso o novo governo adote um programa econômico consistente. Quais as perspectivas para os próximos meses?

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Os bancos brasileiros são um “7 a 1”

Nos últimos 12 meses, as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 26,3% e as do Bradesco (BBDC4), 36,2%, resultado muito pior do que o do Ibovespa que se desvalorizou 19% no mesmo período. E, convenhamos, perder do nosso principal índice acionário nos últimos anos tem sido difícil tendo em vista sua composição recheada de papéis da achacada Petrobras (PETR4) e de Vale (VALE5).

Na gíria dos adolescentes, vexame hoje é identificado pela expressão “7 a 1” em referência à derrota do Brasil para a Alemanha na última Copa. Logo, desde fevereiro de 2015, o desempenho das ações dos dois principais bancos privados do país pode ser considerado um “7 a 1”.

Mas por que esses papéis têm tido performance tão fraca? A análise fundamentalista consegue explicar esse desempenho? Após queda tão acentuada, as ações não ficaram baratas?

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Devo investir em empresas que geram prejuízos?

Empresas são criadas para gerar riqueza, não somente para os acionistas, mas também para os trabalhadores, fornecedores e para o Estado via tributos. O lucro é o objetivo principal de qualquer empresa. Mas nem sempre as companhias alcançam suas metas, especialmente em épocas de crise como a atual. Um leitor do blog “O Estrategista” fez uma pergunta provocativa: “por que muitos analistas recomendam empresas que simplesmente não dão lucro?”

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