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Os bancos brasileiros são um “7 a 1”

Nos últimos 12 meses, as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 26,3% e as do Bradesco (BBDC4), 36,2%, resultado muito pior do que o do Ibovespa que se desvalorizou 19% no mesmo período. E, convenhamos, perder do nosso principal índice acionário nos últimos anos tem sido difícil tendo em vista sua composição recheada de papéis da achacada Petrobras (PETR4) e de Vale (VALE5).

Na gíria dos adolescentes, vexame hoje é identificado pela expressão “7 a 1” em referência à derrota do Brasil para a Alemanha na última Copa. Logo, desde fevereiro de 2015, o desempenho das ações dos dois principais bancos privados do país pode ser considerado um “7 a 1”.

Mas por que esses papéis têm tido performance tão fraca? A análise fundamentalista consegue explicar esse desempenho? Após queda tão acentuada, as ações não ficaram baratas?

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O maior inimigo da bolsa no curto prazo

A percepção de boa parte da população é a de que a bolsa brasileira tem sido um péssimo investimento nos últimos anos. Essa visão é equivocada. O fato de o principal índice da bolsa brasileira – o Ibovespa – ter ido mal não significa que a “bolsa brasileira” também teve mau desempenho. Vários gestores de ações conseguiram bons resultados nos últimos anos. Mas a situação mudou a partir de meados de 2013. Logo, em 2014, o cenário é mais desafiador para esses gestores. A normalização da política monetária americana com a redução gradual das compras compulsórias de títulos públicos provocou a desvalorização das moedas de diversos países emergentes. Não foi diferente com o real. A depreciação de nossa moeda, com efeito inflacionário, combinada com a situação fiscal frouxa levou o Banco Central a iniciar a elevação dos juros primários da economia a partir de abril de 2013. Desde então, a taxa Selic passou de 7,25% para 10,5%. De acordo com consenso de mercado, existe a expectativa de novas elevações nas próximas reuniões do Copom. Assim, a subida dos juros é o maior entrave à apreciação da bolsa no curto prazo. Veja como a política monetária teve forte influência sobre a bolsa brasileira nos últimos 5 anos.

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