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Como as varejistas têm se saído na crise?

Inflação alta, juros elevados, redução da renda disponível, PIB em queda e crescimento do desemprego. As variáveis macroeconômicas não têm contribuído para o bom desempenho das empresas ligadas ao varejo de moda. Apesar do cenário recessivo, algumas companhias têm obtido resultados satisfatórios. Analisei as ações de Arezzo  (ARZZ3), Grendene (GRND3), Lojas Renner (LREN3), Marisa (AMAR3), Guararapes (GUAR3) e Hering (HGTX3).

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Análise das ações das varejistas de moda: modelo DuPont, P/L e outras métricas

Com o aquecimento do mercado acionário a partir de 2004, Hering, Marisa e Restoque passaram a fazer companhia às Lojas Renner e à Gurarapes, empresas de capital aberto desde 1967 e início da década de 70, respectivamente.

Em alguns setores econômicos, apenas uma variável possui papel de relevo no desempenho das ações. Por exemplo, no segmento de incorporação imobiliária, os juros básicos da economia assumem essa função enquanto no de mineração é o preço do minério de ferro. É lógico que outras variáveis são importantes, mas essas são decisivas para indicar a tendência do preço das ações das empresas do setor.

Contudo, no varejo de moda, a análise é mais complexa. Observando o múltiplo P/L (preço por lucro) das ações de Lojas Renner (LREN3), Marisa (AMAR3), Guararapes (GUAR3) e Hering (HGTX3), percebe-se que o nível do múltiplo negociado não responde apenas a uma variável. Analisei essas ações pelo método DuPont, crescimento do lucro passado e futuro, endividamento e liquidez diária. Cada papel responde de uma forma a essas variáveis. Foi possível observar duas distorções de preço após a análise: uma ação parece estar barata e outra cara.

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Ações de consumo não são sucesso só no Brasil

Nos últimos anos, ações de companhias com atividades voltadas ao mercado doméstico e com resultados estáveis tiveram excelente desempenho na bolsa brasileira. Em regra, são empresas voltadas ao consumo como shoppings, alimentos, bebidas e varejo como BR Malls (BRML3), Ambev (AMBV3), Lojas Renner (LREN3) e Hering (HGTX3).  A crise nos países europeus e a claudicante economia americana fizeram com que os investidores apostassem em companhias com essas características. Mas de acordo com estudo do Boston Consulting Group, não foi apenas no Brasil que ações de empresas de consumo fizeram sucesso. Por que isso ocorreu? Há ainda espaço para valorização das ações das empresas desse segmento?

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