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As ações cíclicas e a análise fundamentalista

Existem empresas que atuam em setores no qual o ambiente macroeconômico exerce forte influência sobre a atividade operacional. São as chamadas companhias cíclicas, como as dos segmentos de commodities e imobiliário. Por outro lado, outros setores econômicos apresentam maior resiliência a variáveis como a inflação e o nível da atividade econômica. O melhor exemplo é o do setor elétrico cujas empresas possuem contratos nos quais as receitas são indexadas pela inflação e o nível do faturamento não se altera drasticamente se a economia passa por um momento de recessão ou de prosperidade.

Apesar da mudança na metodologia de cálculo do Ibovespa, a bolsa brasileira ainda apresenta muitas empresas cíclicas, como Vale, Petrobras, Fibria e as ações das incorporadoras imobiliárias. Essa composição torna a análise da bolsa brasileira desafiadora. É o que vemos agora no setor imobiliário. Após forte queda no preço das ações e múltiplos convidativos, é hora de se posicionar em ações do segmento?

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A filosofia explica a força das cias familiares

Lendo o excelente livro “Justiça, o que é fazer a coisa certa” do Professor de Harvard Michael J. Sandel me lembrei do acirrado debate sobre a melhor forma de controle societário: o concentrado ou o difuso. No primeiro, a sociedade possui um controlador definido, enquanto que no segundo as ações estão dispersas entre diversos acionistas, não se formando uma maioria estável. O poder sobre a companhia pode variar de acordo com os arranjos societários. Estudos indicam que o desempenho das ações de empresas com controle concentrado, especialmente o das companhias familiares, superam o de outras formas de sociedade. O livro de Sandel parece explicar a razão.

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