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Vale: o risco do investimento da Previ

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, participou ativamente das privatizações da década de 90. A mineradora Vale passou à iniciativa privada em 1997 com a vitória do consórcio Brasil composto por CSN, Previ, Petros, Funcef e outros investidores. A participação dos fundos de pensão nas privatizações da época foi incentivada pelo governo federal de forma a gerar concorrência entre os interessados.

A expressiva valorização das ações da Vale desde então e o impedimento de vender suas ações fez com que a Previ concentrasse 25% do seu patrimônio em ações da empresa. Essa posição fere o princípio da diversificação impedindo uma melhor composição entre risco e retorno. Há alternativas para redução da exposição a Vale mesmo sem se desfazer das ações.

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Bitcoin: o investidor brasileiro aceita correr riscos?

As ideias que temos não surgem do nada. Nossos pais, professores, o meio social no qual vivemos vão pouco a pouco construindo nosso ideário. Nossa visão de investimentos surge da mesma forma.  O país, que sempre praticou juros muito acima dos de outros mercados,criou uma legião de investidores acomodados, avessos ao risco. Mas a mesma sociedade que acusa a bolsa de valores de ser um jogo de especuladores aplica sem parcimônia no mercado de moedas virtuais como o bitcoin.

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Os riscos dos investimentos na era da globalização

Apesar do ressurgimento de ideias nacionalistas mundo afora, a globalização segue a passos firmes. Ela não mais depende de políticos. O avanço da tecnologia e da comunicação os reduziu a coadjuvantes. Talvez esteja exagerando. Eles ainda podem tentar impedir a livre circulação de pessoas como Donald Trump tem feito. Tirando isso, a globalização de capitais parece irreversível. Pessoas e companhias podem direcionar suas poupanças para o exterior. Gestores de recursos e empresas locais podem batalhar pelo dinheiro de estrangeiros. Mas, como todo investimento, apresenta riscos. Mais ainda na inversão entre fronteiras, pois cheia de particularidades:

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Fuja dos golpes financeiros

Quem não quer uma aplicação financeira com alta rentabilidade, baixo risco e liquidez? Esse é o desejo de qualquer investidor. Mas oportunidades assim geralmente escondem armadilhas. Logo, o leitor deve ficar atento. Quais foram as maiores fraudes financeiras da história? Quais cuidados devem ser tomados?

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Os elementos-chave da poupança para a aposentadoria

Mudanças estruturais da economia brasileira nos últimos 20 anos levaram alguns brasileiros (ainda poucos é verdade) a se preocuparem com a criação de uma poupança ao longo da vida útil para suportar os gastos na aposentadoria. A estabilidade monetária permitiu que as pessoas passassem a programar seus orçamentos, tarefa impossível no período inflacionário. A redução de empregos em estatais ou antigas estatais com seus robustos fundos de pensão também contribuíram para o tema aposentadoria virar destaque. Mas o assunto ainda é um mistério para muitas pessoas. A obtenção de uma renda futura para cobrir os gastos para quando ficarmos inativos depende apenas de quatro variáveis: (i) a contribuição periódica, (ii) o tempo de contribuição, (iii) os juros reais e (iv) o tempo de usufruto da poupança ou, sendo mais explícito, o período entre o início da aposentadoria e a morte. As duas primeiras são decisão do investidor, a terceira depende das condições macroeconômicas e a quarta, bem essa, embora possamos ajudar para aumentar a longevidade, está nas mãos divinas. Entender essas variáveis é fundamental para um bom planejamento financeiro. Ao fim do texto, mostro qual é a contribuição mensal necessária para se obter uma renda complementar de R$ 5 mil entre os 60 e os 85 anos?

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