análise de ações

Ações com múltiplos altos estão sempre caras?

Existem diversas formas de avaliar se uma ação está barata ou cara. Uma das mais difundidas é a análise por múltiplos. Por essa métrica, compara-se o valor de mercado da companhia com algum dado contábil como, por exemplo, a receita, o patrimônio líquido, o Ebitda (a geração de caixa obtida de uma forma simplificada) ou o fluxo de caixa livre. Um leitor me fez uma pergunta relacionada ao múltiplo P/VPA (valor patrimonial por ação) e o retorno sobre o patrimônio líquido. Sua dúvida pode ser a de outros.

Continuar lendo

Crescer está mais difícil para as companhias

Quem já leu o prospecto de abertura de capital de uma empresa deve ter se deparado com a seção denominada “Destinação dos Recursos” no qual a empresa informa como aplicará o dinheiro arrecado dos investidores. Boa parte das companhias diz que utilizará os recursos para consolidar o seu segmento de atuação por intermédio da compra de concorrentes. Contudo, os últimos julgamentos do CADE, órgão de defesa da concorrência, têm proibido ou restringido a aquisição de empresas por companhias do mesmo setor.

Continuar lendo

O que Cournot pode ensinar a Fibria e a Suzano?

A recuperação da economia brasileira ainda se encontra tímida. Contudo, um setor importante para o país caminha altaneiro, alheio à crise: o de celulose. O preço do produto subiu ao redor de 50% desde abril passado e as ações das empresas listadas em bola apresentaram significativa valorização. Os papéis da Fibria (FIBR3), a maior fabricante do mundo, dobrou de preço no mesmo período. Por que o setor está aquecido se produz a matéria prima de um bem considerado obsoleto, o papel? Esse bom momento tende a continuar? As estratégias de crescimento a serem adotadas pelas empresas terão papel crucial no desempenho futuro do setor.

Continuar lendo

O valor justo das firmas, o risco ambiental e o Teorema de Coase

A governança corporativa ganhou relevância nos últimos vinte anos. Hoje, companhias que insistem em desrespeitar os direitos dos acionistas minoritários veem suas ações negociarem com desconto em relação aos papéis de suas concorrentes.

Por outro lado, eventos relacionados ao meio ambiente ainda são pouco estudados pelos investidores. O tema somente entra na agenda quando ocorrem tragédias ecológicas como a do rompimento da barragem da mineradora Samarco. A preocupação dos analistas passou a ser quantificar a indenização a ser paga pela mineradora Vale, controladora da Samarco. Essa indenização reduz o valor justo da Vale. Esse caso mostra que os investidores somente precificam o risco ambiental “a posteriori”, ou seja, após o dano ter ocorrido.  O teorema de Coase, atribuído ao microeconomista britânico Ronald Henry Coase – prêmio Nobel em 1991 -, nos ajuda a entender que o risco ambiental deve ser calculado antecipadamente, reduzindo de imediato o valor justo da firma e não apenas quando o dano ambiental já tiver ocorrido.

Continuar lendo

Como medir a governança corporativa?

A governança corporativa se assenta em conceitos subjetivos como, por exemplo, o alinhamento entre controlador e minoritário.  Mas como quantificá-la?

Existem benefícios de as companhias serem transparentes, pois facilita a captação de recursos por intermédio de dívida ou emissão de novas ações o que ajuda a impulsionar o valor econômico no médio prazo. Mas quais itens relacionados à governança o investidor deve observar antes de comprar a ação de uma companhia?

Continuar lendo