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O mercado de capitais nacional sob alerta

Após anos de forte recessão, o mercado de capitais brasileiro ensaia uma recuperação cíclica. Contudo, algumas tendências podem mitigar essa melhora. Várias companhias brasileiras mostram desinteresse pela bolsa brasileira, preferindo listar suas empresas nos EUA. Além disso, operações societárias polêmicas têm colocado a governança corporativa das empresas brasileiras em jogo.

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O aliado virou algoz dos investidores

Em abril último, escrevi um artigo de alguma repercussão sobre o desempenho dos fundos de ações. Reportagens publicadas ilustravam que nos últimos anos esses fundos, em média, foram capazes de superar os índices da bolsa: Ibovespa, IBrX50 e outros.

A concentração dos indicadores em poucos papéis era, no meu entender, a principal razão da rentabilidade adicional obtida por nossos fundos. O Ibovespa, nosso principal índice acionário, é composto substancialmente de ações de estatais (Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Copel e Cemig), empresas de commodities e financeiras.

Mas não fui taxativo. No fim do artigo, deixava essa argumentação em suspenso ao fazer uma provocação: o gestor médio brasileiro obtinha esse bom desempenho em decorrência da qualidade de suas análises ou era realmente da má composição dos índices.

Já transcorridos oito meses, a rentabilidade de nossos fundos em 2016 traz nova luz sobre a questão?

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“Carta do Gestor”: atenção CVM e Apimec

Você já teve a oportunidade de ler as publicações feitas pelas gestoras, especialmente as independentes? Recomendo. Muitas são verdadeiras aulas de investimentos. São famosas as cartas a investidores feitas pelo gestor americano Warren Buffett e por Howard Marks da Oaktree, por exemplo. As Cartas do Gestor, em regra, definem conceitos de investimento, falam do desempenho dos fundos, indicam os ativos preferidos e a estratégia para os próximos meses. Mas será que essas publicações atendem à legislação emanada pelo xerife do mercado brasileiro, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários)?

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Dilma Rousseff e a bolsa de valores

O Teatro dos Vampiros, canção da Legião Urbana inserida no quinto álbum da banda brasiliense, possui os seguintes versos: “Vamos sair, mas não temos mais dinheiro / Os meus amigos todos estão procurando emprego / Voltamos a viver como há dez anos atrás / E a cada hora que passa / Envelhecemos dez semanas”. Segundo o jornalista Arthur Dapieve, Renato Russo compôs esses versos para retratar a situação vivenciada por seus amigos após a implantação do Plano Collor no início da década de 90. Embora o momento econômico atual seja superior ao daquela época, a sensação para quem milita no mercado acionário é a de que “voltamos a viver como há dez anos”. O que esperar para a bolsa no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff?

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