Posts do autor Andre Rocha

O mercado de capitais já projeta um futuro melhor?

A atual deterioração da economia brasileira já vinha sendo vislumbrada pelo mercado de capitais desde pelo menos 2013. O fechamento do mercado para a chegada de novas empresas na bolsa, a redução do número de postos de trabalho e a queda da remuneração de analistas, gestores e banqueiros de investimento eram sinais de que o mercado de capitais mostrava fadiga após anos de prosperidade que duraram de 2004 a 2011, com pequena pausa durante a crise 2008.

Contudo, assim como antecipou a recessão atual, o mercado parece vislumbrar, ainda que de forma tímida, dias melhores. A leitura dos jornais na última semana apresenta alguns exemplos do novo humor do mercado.

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O WhatsApp e as regras para se avaliar aquisições

A economia é dinâmica. Empresas nascem, crescem, quebram e, muitas vezes, adquirem outras ou são incorporadas. Essa consolidação entre companhias traz um desafio adicional à análise. O investidor dorme com uma empresa e acorda com outra. Foi o caso da recente aquisição do WhatsApp pelo Facebook. Avaliar se a aquisição foi benéfica ao acionista da empresa adquirente é o tema desse artigo.

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Usiminas, a prova de que errar é humano

Tem sido recorrente nos últimos anos os investidores fazerem apostas equivocadas nas ações votantes de Usiminas (USIM3). Isso começou em 2011 com a entrada da empresa ítalo-argentina Techint Ternium no capital da companhia. Naquela ocasião, os investidores pensaram que esse movimento geraria o direito de os minoritários receberem o valor pago aos controladores originais, conhecido como “tag along”. Contudo, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) frustrou essa pretensão. A CSN, importante minoritária da Usiminas, ainda questiona essa decisão no Judiciário.

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Você já sabe tudo sobre os juros sobre o capital próprio?

As empresas brasileiras podem distribuir seus resultados aos acionistas de duas formas: via dividendos ou juros sobre o capital próprio (jscp). Quando o jscp foi criado? Como ele é calculado? Existe um limite para ser distribuído por essa modalidade? Por que ele foi concebido? Ele pode interferir na distribuição do dividendo obrigatório? Qual a vantagem para as empresas? E para os acionistas?

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