“A Bolsa de Valores é pura especulação”

A frase do título, bem como outras assemelhadas, é uma das mais utilizadas por alguns leitores do Blog “O Estrategista”. Esse sentimento negativo em relação ao mercado acionário brasileiro condiz com a realidade? Por que a bolsa é tão impopular entre os brasileiros?

Quando não gostamos de alguma coisa, por vezes, usamos argumentos fracos. Quem não gosta de futebol alega: “Vou dar dinheiro pra esses caras? Eles ficam ricos e o que eu ganho com isso?” Caso esse conceito seja estendido, as opções de lazer se estreitam. Como ir ao cinema se os cachês de Julia Roberts, Tom Hanks e outros astros são astronômicos? A mesma analogia pode ser feita para os investidores que não investem em ações por considerar a bolsa de valores um ambiente de especuladores.

Diversas razões, algumas que já fazem parte do passado, explicam o descaso e a percepção negativa da maior parte da população pelo mercado acionário:

– a hiperinflação que prejudicava a elaboração do orçamento doméstico;

– a fragilidade institucional (a Comissão de Valores Mobiliários – CVM – só foi criada em 1976) que facilitava a má governança corporativa das empresas e fortalecia a preferência por ativos reais,

– os juros elevados que tiram a atratividade do investimento em ações;

– o universo pequeno de empresas de capital aberto e

– a ausência de cobertura pela maior parte da imprensa.

Além disso, nossa bolsa ainda é muito concentrada em estatais devido à gênese do capitalismo brasileiro calcada em cima do capital estrangeiro, do privado nacional e do estatal. Na defesa do “interesse coletivo”, essas empresas adotam estratégias diferentes das de um acionista privado. É o que tem acontecido atualmente com a Petrobras e com a Eletrobras, cujas decisões polêmicas como o represamento dos preços dos derivados e a renovação das concessões prejudicaram as ações, contribuindo para aumentar o sentimento negativo em relação ao mercado acionário.

Por desconhecimento, alguns veem como especulação movimentos naturais de mercado. Há duas semanas recebi o seguinte e-mail: “Ontem, os veículos de comunicação atribuíram a alta da bolsa à publicação da pesquisa eleitoral. Nosso mercado de capitais é tão frágil e imaturo assim para seis meses antes das eleições repercutir com toda essa intensidade uma pesquisa eleitoral? Nosso mercado não está vulnerável demais a ação de especuladores?” Devido as ingerências na economia (Petrobras e Eletrobras são apenas um exemplo), o mercado tem sérias restrições ao atual governo. É natural que a divulgação de pesquisas favoráveis a candidatos menos intervencionistas façam as ações das estatais se apreciarem. A menor ingerência nas companhias elevará o lucro e, com isso, a distribuição de dividendos. Tendo essa análise em mente, percebe-se que a alta da bolsa não foi fruto de uma especulação sem fundamento, mas, sim, da possibilidade da melhora operacional das companhias estatais.

A derrocada das ações da petroleira OGX também é encarada como resultado da fragilidade do nosso mercado. Contudo, aqueles que compraram ações de uma companhia sem histórico operacional, sem geração de caixa e cujas projeções de mercado eram baseadas quase que exclusivamente nas estimativas oficiais da própria empresa deveriam saber que tinham em mãos um papel de risco elevado. No ano passado, em uma festa, os presentes, sem grandes conhecimentos sobre o mercado acionário, me perguntavam a todo instante se não valeria a pena adquirir as ações da OGX “depois de cair tanto”. Um deles me confidenciou que já havia investido “a espera de uma recuperação”. Juro que tentei convencê-lo do contrário. Mas desisti. Em um ambiente que não contribuía – som alto, ele já havia bebido (eu também) -. como explicar lhe que é inviável avaliar a OGX pela métrica fundamentalista da análise por múltiplos e que o valor obtido do fluxo de caixa descontado é pouco consistente?

Boa parte das razões que impediam a bolsa de se tornar popular tem ficado para trás. A inflação de hoje, embora alta, é uma pequena fração da do passado; os juros reais também se reduziram bastante comparados ao histórico recente e mais de 100 empresas abriram o capital após 2004, aumentando a possibilidade de se investir em novos setores da economia.

Deixo para o fim uma análise da atuação da CVM e a alegada fragilidade das nossas instituições. Embora ainda haja brechas para operações societárias polêmicas, o balanço de atuação do órgão regulador tem sido positivo. É inegável que os conflitos entre minoritários e controladores se reduziram significativamente desde que comecei a atuar no mercado em 1994. Na última sexta, o Valor Econômico noticiou que investigação da CVM concluiu que a direção da OGX levou dez meses para divulgar fatos relevantes como a inviabilidade dos campos petrolíferos.  Além disso, “a CVM apontou que Eike Batista negociou ações da OGX e da OSX com informações não públicas e potencialmente negativas para essas ações”. O processo ainda não está concluído, mas mostra que o órgão regulador está diligente.

A ideia de que investir em ações é apenas para especuladores, cada vez mais, não corresponde à realidade. Esse argumento é frágil. Quanto mais informação e educação o investidor tiver acesso, menos provável de ele considerar a bolsa como um reduto apenas de espertos.

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25 Comentários

  1. Infeliz ignorância das pessoas sobre renda variável, lamentável. Não culpo elas pela ignorância dado os fatos históricos do Brasil. A galera mal investe no Tesouro Direto…Bolsa é coisa de Plutão pra alguns

  2. Olá André, tudo bem?

    Concordo com você nos aspectos analisados. Mas ressaltaria um ponto em que não foi tocado.

    A marca de ambiente de especulação da nossa bolsa, vem muito dos próprios agentes financeiros.

    Isto mesmo, ao vender estratégias mirabolantes, cursos de análise gráfica, “fique rico operando opções” e por fim exercendo seu papel de lobinhos de wall street. O “negócio” bolsa foi tão mal vendido, que as próprias corretoras deixaram de ter a negociação em bolsa como seu principal negócio e passaram a se vestir de shoppings financeiros. Outras não fizeram a tempo e quebraram. Isto tudo foi péssimo para o crescimento do país, para a bolsa que não bateu sua meta de CPF’s e também para o investidor que foi incitado a especular e na grande maioria das vezes saiu com um trauma da bolsa.

    Ao meu ver, a bolsa é pra todo mundo. Mas precisamos, conforme você falou, trabalhar o lado educacional e mostrar que investir na bolsa é ser sócio sem necessariamente se envolver na administração do negócio e derivar renda pelos seus lucros(se houver). É preciso mostrar que não se forma patrimônio da noite pro dia, que é preciso anos de disciplina, ao invés da fantasia de ficar rico rápido (isso todo mundo gosta).

    Forte abraço e PArabéns pelo artigo!

    1. Thiago,

      Os agentes de mercado pecam na educação do investidor. Preferem o ganho de curto prazo.

      Tento fazer minha parte. Tanto que meu curso possui um título bem conservador “Conceitos e Estratégias para operar melhor na bolsa”.

      Não se deve vender ilusões. A credibilidade é o maior ativo do profissional de investimentos.

      Abraço,

      André Rocha

    2. Thiago, complementando o que diz sobre mais CPFs na bolsa, lembro que houve uma explosão de pessoas entrando na bolsa quando estava batento o teto histório em 2008. Isso é resultado do efeito “manada” e sempre irá acontecer, onde um amigo do amigo diz que está ganhando dinheiro e num efeito “bola de neve”, a maioria quer ganhar um $$ extra. É sempre nesse momento que os bem informados, que estudaram, etc., realizam os seus lucros. Sinto muito, mas sendo sincero, esse comportamento da grande massa nunca acabará. Se acabar, acaba o mercado, em todos os níveis e segmentos.

  3. Termina sendo um cassinão. Você aposta que vai subir, vai cair..etc..Jogando literalmente com seu patrimônio. Isso num país em que títulos de longo prazo (2020, 2035 , 2050) pagam 5, 6 ..7% mais INFLAÇÃO., penso ser completamente desnecessário se sujeitar a isso. E outra coisa, estatística do mercado é totalmente desfavorável. A cada 100 que investem na bolsa, 99 compram no topo, vendem no fundo…terminam sem dinheiro nem do pão.

  4. Caro André boa tarde,
    Realmente a desconfiança é grande, mas acho isso realmente intrínseco do nosso povo e estar ligado diretamente a questão educacional. Falta estudo a maioria absoluta do povo brasileiro. Muitas das vezes agente conversa com uma pessoa e esta sempre afirma: “Tenho minha opinião formada” mas, quando você analisa esta opinião, não há embasamento nenhum. Lamentável, porém, vejo a Bolsa como uma excelente oportunidade para negócios.
    Valdir Alencar – Araripina – PE

  5. A bolsa brasileira ainda tem de mudar muito para conquistar a confiança das pessoas. As empresas do grupo X me lembram das “bubbles companies”, descritas no livro sobre especulação do Edward Chancellor. O fato da ogx ainda estar listada no Novo Mercado diminui ainda mais a confiança dos investidores. Sem falar em diversos outros casos, em que informações cruciais sobre dívidas e hedge cambial estavam omitidas no balanço patrimonial.

    1. Caro Miguel

      Caso uma cia esteja omitindo informações, basta procurar outra alternativa.

      Em relação às cias X, o comprador deveria compreender o risco que estava correndo ao adquirir ações de cias pre-operacionais. Infelizmente, poucos tinham noção.

      Não digo que a regulação da CVM e da BM&FBovespa seja perfeita, Longe de ser. Mas a principal mudança passa pela educação do investidor. Contudo, o difícil é fazê-lo perceber que necessita de auxílio.

      Abraço,

      André Rocha

  6. Agora a pergunta: quem disse que especulação é ruim para a bolsa e para os investidores ? Esse assunto já é entendido por todos. Os “de fora” do mercado que ainda continuam com essa opinião (de que especuladores são agentes negativos ao mercado), não possuem fundamentos para defender isso. Especulador somos todos que investimentos em ação, isso é óbvio, o day-trader é especulador de curtíssimo prazo, o buy and hold é especulador de longo prazo ! Me falem por favor, seja na bolsa, seja em imóveis, ou em qualquer outro mercado, quem compra algo pensando em ficar para o resto da vida e principalmente, se o preço sobe além do que o “dono” julga justo, não vende ? Somos todos especuladores.

  7. Além do que está escrito no artigo, posso citar o que nos afasta da bolsa:
    1 – Empresa faz IPO para não usar o recurso em projetos, simplesmente para o controlador embolsar o dinheiro, tem até matéria publicada sobre isto no Valor Econômico, isso é um absurdo…

    2 – Tratam os acionistas como pessoas que não merecem a confiança ao omitir ou não dão transparência à gestão e às informações, a rentabilidade dos projetos e etc. Basta ver quantas e quais empresas estão listadas no novo mercado, algumas delas preferem sair ? Como assim, isto não seria sinônimo de valor agregado?

    3 – Porque muitas empresas decidem fechar o capital ? Para quem está no mercado isto é incompreensível?

    4 – Quantas empresas no Brasil são controladas por acionistas que têm menos de 50% do capital votante, façam uma comparação com os Estados Unidos. Estas empresas tem acionistas para fingir que são de capital aberto.

    1. Jorge

      Tenho algumas ponderações.

      1 – A venda das ações dos controladores (oferta secundária), muitas vezes, é benéfica porque incrementa a liquidez. É necessário olhar caso a caso.

      2 – Caso uma cia esteja omitindo informações basta vender suas ações e procurar outra alternativa.

      3 – Se a cia não pretende levantar recusrsos no mercado, a decisão de fechar o capital é legítima. Melhor cancelar o registro do que ser uma falsa cia aberta.

      4 – O controle pulverizado não significa governança. Já tivemos vários exemplos recentes no mercado brasileiro.

      Abraço,

      André Rocha

  8. Vários problemas impedem que os brasileiros invistam em renda variável. Alguém citou as corretoras incentivando o giro, o que pouca gente faz com sucesso. A imprensa não cobre de maneira adequada pois alguns jornalistas não conhecem muito sobre o investimento em renda variável. Os juros altos fizeram o brasileiro procurar “rentabilidades de 1% ao mês” em qualquer investimento e ninguém pensa na bolsa como lugar para acumular patrimônio. Tivemos o caso Nahas em 1989, as crises do México, Asiática, da Rússia, crise do subprime em 2008 mas Bradesco, Vale, Ambev, Itau, Gerdau, Souza Cruz e, apesar de tudo, Petrobrás listadas na bolsa e distribuindo lucros para seus acionistas. Quem sabia o que estava fazendo, nem se abalou com as quedas dos preços ( não do valor) das ações destas empresas. Ficar milionário não deveria ser o objetivo e sim acumular patrimônio para complementar a aposentadoria.

  9. Bolsa de valores? kkkkkk
    Vc deveria ser preso por falar nesse cassino. Investi toda a minha poupança em Petrobras e Vale, as duas maiores empresas do nosso Pais. Peguei meus R$10.000 e botei nesse cassino, afinal, depois de 5 anos(longo prazo) a bolsa é bom investimento. Bolsa é longo prazo e bla bla bla…

    Fui forte e consegui salvar a metade, e limitei minhas perdas ao dinheiro. Já um amigo meu, não teve a mesma força. Tão jovem deu um tiro na cabeça.

    Cara, nem venha me falar que não diversifiquei. Não me fale dessa ou daquela regrinha básica de finanças. Até por que que Grande empresa cresceu mais que a renda fixa nos últimos anos?

    Ah! verdade. GRND3, EZTC3, POMO4, entre outras né? Justo as empresas que os grandes fundo(com informações privilegiadas) elevam os múltiplos, e depois caem fora né?

    O estrategista, me faz uma favor: Não sae por ai escrevendo que jogo e investimento são as mesmas coisas não cara. Investimento dá retorno, jogo depende da sorte.

    Espero que não exclua meu comentário. Afinal, não vai de encontro as suas crenças.

    Abraço! E vê se aposta no cavalo certo hein!

    1. Daniel, seu comentário não foi excluído. Pelo contrário agradeço para refutar sua opinião com dados.

      Se você tivesse acompanhado a carteira recomendada mensalmente pelo Valor Econômico nos últimos 5 anos, só teria tido um ano com rentabilidade negativa (2011). Essa carteira estava disponível para qualquer investidor e não apenas para “os grandes fundos (com informação privilegiada)”.

      A carteira recomendada da Bradesco Corretora rendeu 15% em 2013, muito acima do CDI. Ela estava disponível a qualquer correntista do banco que tivesse uma conta na corretora.

      Paro por aqui, pois os exemplos são inúmeros.

      Tento refutar a sua descrença com a Bolsa com argumentos.

      E, sim, você não diversificou. Montou uma carteira de ações com apenas 2 papéis e, além disso, com duas cias cíclicas, fortemente dependentes do ciclo econômico em um momento de desaceleração econômica.

      Conhecendo melhor as estratégias de análise fundamentalista, com certeza o risco do investimento se reduz.

      Abraço

      André Rocha

      1. minha opiniao é de nós brasileiros que queremos nos dar bem sempre, ser mais espertos que a esperteza, sem conhecimento e isso não é jogar futebol, nem abrir um bar. nao desmerecendo, apenas pela quantidade no país. Sei poucos vao ler isso.
        eu sou adm. de redes, mas gosto de tentar fazer tudo que preciso, desde quebrar parede a fazer um tradesystem e incentivo que podemos ter sucesso em que quisermos, com dedicaçao. estudo e pratica.
        É um negocio complexo, apesar de tentarem mostrar que nao é um casino, as pessoas acham que compraram dois bilhetes da loteria de 5 mil cada, e amanha sai o sorteio, como não tem sorteio é certeza de que me darei bem e estarei rico.
        é sim complexo e lucrativo e facil de perder, entao saibamos bem o que estamos fazendo.
        Esta semana assisti a uma palestra eperguntei se o palestrante achava correto operar na venda, viu minha pergunta como uma idiotice, ainda adicionou que é mais gostoso e é mais rapido… esta é a mentalidade da maioria que entende um pouco do mercado, de que a regra é se dar bem.
        outra curiosidade é o mega fundo Verde, com tanta grana que nao tem o que fazer com o dinheiro… nao gosto de dar nada de graça, mas com os 4 bi. penso em muitos negocios rentaveis e beneficos, mas também é idiotice, bom é ir pra Miami trazer contrabando pra mostrar pros pobres brasileiros como ele se deu bem.

      2. Andre, sou investidor da bolsa desde 2001 ainda com o FGTs na Petro, e sou obrigado em partes a concordar com o Daniel e com certeza muitos investidores tb. Não acredito nem um pouco na CVM, tb discordo de seu comentário qdo você fala se a companhia omite uma informação devemos simplesmente vende-la e comprar outra……ora se ela esta omitindo informação como o investidor terá base para tal decisão……
        A maior prova disto é como pode a OGX ainda fazer parte ranking de classificação sendo que a companhia omitiu varias verdades dos investidores. Eu sempre fui desconfiado do Eike pois achei ele muito fanfarrão e nunca comprei nada desta tais X, prefiro coisa consolidadas como Vale, Petro,Bradesco, e outras mais.
        Mas meu comentário foi a titulo de contribuição e parabéns pelo tópico.
        Um forte abraço.

  10. André, humildemente gostaria de acrescentar : ” o que afugenta os iniciantes em bolsa é uma persistente tendência anual de baixa, com o JN só transmitindo notícia negativas e todos aqueles iniciantes que compram um papel acabam perdendo…o iniciante não tem noção de trabalhar vendido o ver ciclos alta/baixa; enquanto não tivermos uma grande queda das bolsas mundiais que alinhem os índices ou a nossa bolsa formar um fundo e começar um ciclo anual e prolongado de alta não atrairemos novos investidores”.
    Grato e saudações.

    1. Prezado Paulo, justamente estes ciclos de alta e baixa , somados com a divulgação um tanto sensacionalista da imprensa é que afugenta os iniciantes. Quando a Bolsa sobe, a imprensa noticia que todos podem ficar milionários. Quando a bolsa cai, as notícias são de que o Mundo acabou. O iniciante que desejamos atarir pata a Bolsa, nunca entra no início do ciclo de alta. É sempre no final, pagando caro. Quando inicia o ciclo de baixa, é o último a sair ou seja: entrou pagando caro e saiu vendendo barato.
      Se ocorrer o que você citou em seu comentário,será a repetição do que acontece de tempos em tempos e dentro de alguns anos a pergunta será refeita: por que tanta gente foge do investimento em renda variável ?

  11. Cássio Valério Medeiros Soares de Sousa

    A lógica econômica é que a atividade produtiva dá maior retorno do que os juros, considerando o longo prazo. A atividade produtiva das empresas tem o objetivo de atender às demandas dos consumidores, considerando que as pessoas têm necessidade de bens e serviços relacionados a todos os setores da economia. Já o juros altos, no longo prazo, trava a economia e pode levar a calotes por parte de governo e empresas, como já ocorreu. Portanto, as bolsas de valores, no longo prazo, proporcionam um retorno maior do que os juros, considerando a estratégia de valor, com análise fundamentalista, na realização dos investimentos.

  12. De fato, a bolsa com certeza aterroriza muitas pessoas, é o sonho frustrado de outras..

    É um local onde sem conhecimento algum é possível começar a investir e a rasgar dinheiro facilmente.

    Pessoas que se dedicam, e acompanham o mercado, testam estratégias conseguem teer lucros constantes e viver de operações

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