Várias fábulas retratam a oposição entre os disciplinados e os desregrados. De cabeça, cito “Os Três Porquinhos“, “A Cigarra e a Formiga“ e “A Lebre e a Tartaruga“. Os precavidos saem vitoriosos em todas. Apesar disso, não são bons personagens, não são atraentes. Suas vidas metódicas são entediantes. O mesmo acontece no âmbito das finanças pessoais. Poupadores são confundidos com sovinas, avarentos. O consumo imediato tem mais apelo. Frases como “O futuro a Deus pertence”, “Depois a gente morre e deixa tudo aí” e  “Ninguém leva nada para o caixão” reforçam a ideia de que a poupança é desnecessária. E as “necessidades” de consumo não param de crescer. Entre a década de 70 e hoje, as residências brasileiras de classe média foram invadidas por celulares, iPads, leitores de DVD, computadores, jogos eletrônicos, banda larga, canais a cabo, micro-ondas. Com mais gastos, poupar fica mais difícil. Não é exagero dizer que o ato de economizar acaba sendo malvisto socialmente. Mas, infelizmente, poupar é necessário para a maioria das pessoas.

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