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Paulo Guedes e a isenção fiscal dos dividendos

No segundo semestre de 2004, a Telefônica – ainda apenas uma operadora de telefonia fixa, antes da consolidação com a Vivo – aumentou os dividendos distribuídos. Suas ações, que negociavam com desconto em relação às da Telemar (atual Oi) com base no múltiplo FV/Ebitda, se apreciaram. Na época, trabalhando como analista e “portfolio manager” na gestora do BankBoston, suspeitei que aquela valorização decorresse principalmente da elevação do retorno com dividendos (“dividend yield”). Mas não tinha como provar, pois poderia ser derivada de outras razões.

Carreguei essa dúvida por quase 15 anos. Minha dissertação do Mestrado em Economia do FGV/EPGE confirmou a minha suspeita: o “dividend yield” influencia o retorno das ações das empresas brasileiras. Por que isso ocorre? O fim da isenção fiscal dos dividendos estudada pelo ministro Paulo Guedes pode afetar o retorno das ações brasileiras?

O que realmente impacta o preço das ações?

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