Yearly Archives: 2016

Cias reduzem dívidas e dão alegrias aos acionistas

Nos últimos quatro anos, procuro escrever no blog O Estrategista artigos que conciliem a parte teórica à minha prática profissional. Alguns deles geram recomendações de investimentos.

Uma leitora resgatou um post antigo que utilizava essa combinação: “acabei interessada por um artigo publicado em 2012 ´O impacto do endividamento sobre o múltiplo FV / EBITDA` no qual havia uma discussão sobre as empresas do ramo de papel e celulose Suzano e Fibria. Após lê-lo, fiquei curiosa sobre o desfecho”.

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O gestor brasileiro é mesmo eficiente?

Warren Buffett, o mítico investidor americano, já recomendou aos investidores aplicarem em produtos com gestão passiva, ou seja, aqueles cujas carteiras apenas repliquem índices de mercado. Exemplo típico desses produtos são os ETFs (Exchanged Traded Funds). Esses fundos possuem composição idêntica à dos índices de mercado. Por exemplo, o PIBB11 espelha o IBrX-50 e o BOVA11 segue o Ibovespa. No caso do primeiro, por intermédio de um único ativo se adquire automaticamente 50 ações. Mas a recomendação de Buffett vale para o mercado brasileiro?

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O destino esperado dos bancos médios

A leitura desse artigo exigirá sacrifício do leitor. Não porque ele traga algum desafio intelectual. Mas por exigir que você, leitor, relegue o noticiário político e econômico a um segundo plano por quatro minutos, tempo necessário para lê-lo.

Abordar temas técnicos durante a pior crise econômica da história republicana parece sem propósito, lunática até. Mas como Freddie Mercury da banda Queen lindamente cantava: “The show must go on”. O tema, que escolhi compartilhar com vocês, versa sobre os bancos médios na bolsa de valores.

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Dilma saindo. Vamos falar sobre a bolsa?

Com a expressiva participação popular nas manifestações do domingo e o desenrolar da operação Lava-Jato, a probabilidade da queda de Dilma Rousseff parece cada dia maior. A baixa credibilidade do governo promoveu a depreciação dos ativos financeiros. A saída da presidente tende a reverter esse quadro, caso o novo governo adote um programa econômico consistente. Quais as perspectivas para os próximos meses?

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Os bancos brasileiros são um “7 a 1”

Nos últimos 12 meses, as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) caíram 26,3% e as do Bradesco (BBDC4), 36,2%, resultado muito pior do que o do Ibovespa que se desvalorizou 19% no mesmo período. E, convenhamos, perder do nosso principal índice acionário nos últimos anos tem sido difícil tendo em vista sua composição recheada de papéis da achacada Petrobras (PETR4) e de Vale (VALE5).

Na gíria dos adolescentes, vexame hoje é identificado pela expressão “7 a 1” em referência à derrota do Brasil para a Alemanha na última Copa. Logo, desde fevereiro de 2015, o desempenho das ações dos dois principais bancos privados do país pode ser considerado um “7 a 1”.

Mas por que esses papéis têm tido performance tão fraca? A análise fundamentalista consegue explicar esse desempenho? Após queda tão acentuada, as ações não ficaram baratas?

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