Yearly Archives: 2014

O departamento de RI das cias precisa se reinventar

A área de relação com investidores (RI) é a porta de entrada da companhia. Ela deve ser a responsável por fornecer os dados necessários para que o investidor, informado, se decida pela compra ou não da ação da empresa. Contudo os RIs da maioria das companhias se contentam em fazer o mínimo: reuniões ocasionais com investidores e divulgação das informações legais exigidas pela BM&F Bovespa e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso ocorre porque a maioria dos controladores e da alta direção veem a área como centro de custo e não como de geração de valor para a ação. Conheça alguns pecados cometidos pelos RIs das cias brasileiras.

Continuar lendo

Como investir se não consigo poupar?

O descaso da maioria das pessoas com seus gastos pessoais assusta. Recentemente tive a seguinte conversa com um amigo: “Estou assustado com o custo de vida. Tenho gasto R$ X mil por mês”, disse. “Você está gastando muito, André. Gasto bem menos!”. Sabendo do seu elevado padrão de vida, não acreditei na resposta e de pronto retruquei: “Desculpe, mas quanto você e a Monica (sua esposa *) ganham?”. “Cerca de R$ Y mil”. “E você poupa quanto mensalmente?”. “Não consigo poupar”. “Bem, então você gasta mais do que eu”. Esse singelo raciocínio deixou meu amigo atônito. Por que isso acontece?

Continuar lendo

Como perder dinheiro com a Usiminas

Com a recente briga entre dois dos controladores da Usiminas – a Ternium, do grupo ítalo-argentino Techint, e a Nippon -, agentes de mercado começam a apostar em possíveis ganhos com as ações ordinárias da Usiminas (USIM3), em decorrência de eventos societários como troca de controle e reestruturações organizacionais. Esses parecem ter memória curta, esquecendo-se da grande decepção de 2011, quando a entrada da própria Ternium no controle da sociedade não gerou direto de “tag along” aos minoritários. Embora a situação agora tenha outras peculiaridades, a chance de o minoritário se beneficiar desses eventos societários é remota.

Continuar lendo

Os elementos-chave da poupança para a aposentadoria

Mudanças estruturais da economia brasileira nos últimos 20 anos levaram alguns brasileiros (ainda poucos é verdade) a se preocuparem com a criação de uma poupança ao longo da vida útil para suportar os gastos na aposentadoria. A estabilidade monetária permitiu que as pessoas passassem a programar seus orçamentos, tarefa impossível no período inflacionário. A redução de empregos em estatais ou antigas estatais com seus robustos fundos de pensão também contribuíram para o tema aposentadoria virar destaque. Mas o assunto ainda é um mistério para muitas pessoas. A obtenção de uma renda futura para cobrir os gastos para quando ficarmos inativos depende apenas de quatro variáveis: (i) a contribuição periódica, (ii) o tempo de contribuição, (iii) os juros reais e (iv) o tempo de usufruto da poupança ou, sendo mais explícito, o período entre o início da aposentadoria e a morte. As duas primeiras são decisão do investidor, a terceira depende das condições macroeconômicas e a quarta, bem essa, embora possamos ajudar para aumentar a longevidade, está nas mãos divinas. Entender essas variáveis é fundamental para um bom planejamento financeiro. Ao fim do texto, mostro qual é a contribuição mensal necessária para se obter uma renda complementar de R$ 5 mil entre os 60 e os 85 anos?

Continuar lendo

Recomendações da Previ valem para os investidores comuns

A Previ é a entidade responsável pelo pagamento de aposentados e pensionistas do Banco do Brasil. Possui patrimônio de R$ 165,5 bilhões, dos quais 60% investidos em renda variável. O fundo de pensão é um dos principais investidores do mercado acionário brasileiro possuindo participações em diversas empresas de diferentes setores: a mineradora Vale, as elétricas CPFL e Neoenergia, a de logística ALL, a telefônica Oi e muitas outras. Em reportagem do Valor Econômico, Marco Geovanne, diretor de participações, fez observações interessantes que podem contribuir para a montagem de uma carteira de ações equilibrada. Temas como a qualidade da administração, as mudanças no setor elétrico que alteraram sua tese de investimento e a política de dividendos, a visão de curto prazo do mercado e a remuneração dos executivos também devem ser consideradas pelo investidor comum.

Continuar lendo