Yearly Archives: 2014

O desafio da análise das “growth stocks”

Segundo o conceituado gestor Benjamin Graham, uma “growth stock” é definida como a ação de uma empresa que teve crescimento do lucro acima da média no passado e da qual se espera o mesmo no futuro. Logo é normal que os investidores queiram incorporá-las a sua carteira de ações. Contudo, a seleção desses ativos não é fácil.

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Uma cirurgia ou o reflexo do modo de pensar do analista de ações na vida privada

Em novembro, percebi uma saliência no abdômen. Sentia dores na região também. Após a visita ao médico, o diagnóstico: uma hérnia umbilical. Cirurgião escolhido, operação marcada, passei a analisar a situação com o mesmo paradigma mental que utilizo para avaliar as companhias. O leitor deve estar se perguntando: o que um problema pessoal tem a ver com um blog sobre o mercado acionário. Explico. Percebi que, embora a profissão de analista tenha me dado instrumentais importantes para encarar o dia a dia, não funcionou para uma questão relacionada à saúde. Quais as técnicas da análise fundamentalista e a experiência de mercado têm contribuído positiva e negativamente para a minha vida privada?

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Por que a Cemig aumentou o capital?

Alguns leitores mandaram e-mails com dúvidas sobre a recente bonificação em ações da Cemig que acabou por gerar aumento do capital social. Por que a companhia efetuou a operação? A empresa possuía alternativa? Qual o efeito sobre o preço da ação?

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O fracasso (?) de Benjamin Graham na bolsa atual

O cultuado investidor Benjamin Graham não tem feito muito sucesso. Sua estratégia parece antiquada. Ao contrário da maioria dos gestores atuais, Graham não fazia projeções dos resultados das empresas. Seus cálculos se baseavam nos lucros pretéritos. Graham buscava ações de empresas sólidas a preços módicos. Hoje, a questão do preço parece secundária. Ações caras são compradas na expectativa do crescimento futuro dos resultados das companhias. Mas se as lições de Graham podem não ter sido suficientes para a escolha das ações de melhor desempenho nos últimos anos, elas impediram que os investidores aplicassem em papéis como as da petroleira OGX, por exemplo, que causaram enormes prejuízos. Somente por essa contribuição, a leitura de Graham já seria fundamental.

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O efeito da venda de ativos na dívida e no múltiplo FV/Ebitda

Embora muito criticado, o múltiplo FV/Ebitda ganhou popularidade nos últimos anos. Algumas empresas brasileiras como Vale (VALE5), a de telecomunicações Oi (OIBR4), Fibria (FIBR3), Marfrig (MRFG3) e Suzano (SUZB5) têm recorrido à venda de ativos não estratégicos para redução de suas dívidas o que produz impacto sobre o múltiplo. Com base na estratégia de desalavancagem da companhia e na análise do múltiplo FV/Ebitda, o blog O Estrategista já havia inclusive indicado a possibilidade de valorização das ações de Suzano em post do início de 2012. Entenda como a operação de venda de ativos afeta a análise por múltiplos.

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