Posts do autor Andre Rocha

Investimento ou tormento? 

Uma política econômica correta deve propiciar a existência de um ambiente de negócios saudável, permitindo que os recursos dos poupadores cheguem àqueles que querem investir.

Intervenções do governo a fim de induzir artificialmente o investimento podem produzir resultados positivos no curto prazo como o aumento do emprego, mas não se sustentam no longo prazo.

Muitos acreditaram no crescimento vigoroso da economia como prometia o governo anterior. A lista é longa. Vai de agentes econômicos modestos como os caminhoneiros a empresas conhecidas como Duratex, Gerdau e Mills.

O incremento da demanda não se materializou, mas o custo do financiamento, mesmo que em muitos casos a taxas atraentes, continuou a impactar negativamente os resultados.

A crise se espalhou por vários setores. A decisão de investir se mostrou equivocada. Mas as empresas não podem voltar ao passado. O que elas têm feito para superar esse momento? 

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A tributação sobre os dividendos e a ânsia de arrecadar

Os candidatos às eleições presidenciais de outubro têm colocado em debates e entrevistas suas opiniões sobre a crise fiscal brasileira. Ciro Gomes e Rodrigo Maia, por exemplo, defendem a tributação sobre os dividendos com o intuito de aumentar a arrecadação. Mas será que essa política não terá efeitos secundários como a redução dos investimentos? Será que uma economia com níveis de investimentos tão baixos pode se dar ao luxo de abrir mão do investimento das companhias privadas?

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Greve dos caminhoneiros: uma aula de economia brasileira

O Brasil adota um modelo econômico que agoniza. País de industrialização tardia criou estatais para resolver o problema. Políticas públicas tentam consertar a histórica desigualdade social: saúde universal, programas de renda mínima, educação gratuita, aposentadoria para a população de baixa renda, seguro desemprego. Bancos públicos subsidiam juros para o setor produtivo.  A ideia do Estado provedor é forte no inconsciente coletivo. Mas o Estado não produz, apenas distribui o que coleta. Essa estrutura custa caro. As alternativas do governo para cobrir seus gastos são cada vez mais limitadas.  A greve dos caminhoneiros mostra que o modelo está no limite. Muitos ainda querem continuar no mesmo caminho.  “É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”, canta Belquior. Definitivamente não é mais possível vivermos “Como nossos pais”.

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Carta aos políticos com medo de privatizar

A discussão sobre privatização no Brasil é marcado por preconceitos ideológicos. Argumentos racionais são deixados de lado. Mesmo partidos com viés pró-mercado como o PSDB têm receio de defender a bandeira. Não é de se estranhar. O brasileiro se acostumou com o Estado onipresente, executando diversas funções da segurança a mineração. Mais do que isso, o Estado é um excelente empregador, pagando bem e com estabilidade. Uma metáfora, no fim desse texto, pode ajudar os políticos a explicarem os benefícios da privatização à população.

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Ações com múltiplos altos estão sempre caras?

Existem diversas formas de avaliar se uma ação está barata ou cara. Uma das mais difundidas é a análise por múltiplos. Por essa métrica, compara-se o valor de mercado da companhia com algum dado contábil como, por exemplo, a receita, o patrimônio líquido, o Ebitda (a geração de caixa obtida de uma forma simplificada) ou o fluxo de caixa livre. Um leitor me fez uma pergunta relacionada ao múltiplo P/VPA (valor patrimonial por ação) e o retorno sobre o patrimônio líquido. Sua dúvida pode ser a de outros.

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