Yearly Archives: 2018

Greve dos caminhoneiros: uma aula de economia brasileira

O Brasil adota um modelo econômico que agoniza. País de industrialização tardia criou estatais para resolver o problema. Políticas públicas tentam consertar a histórica desigualdade social: saúde universal, programas de renda mínima, educação gratuita, aposentadoria para a população de baixa renda, seguro desemprego. Bancos públicos subsidiam juros para o setor produtivo.  A ideia do Estado provedor é forte no inconsciente coletivo. Mas o Estado não produz, apenas distribui o que coleta. Essa estrutura custa caro. As alternativas do governo para cobrir seus gastos são cada vez mais limitadas.  A greve dos caminhoneiros mostra que o modelo está no limite. Muitos ainda querem continuar no mesmo caminho.  “É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”, canta Belquior. Definitivamente não é mais possível vivermos “Como nossos pais”.

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Carta aos políticos com medo de privatizar

A discussão sobre privatização no Brasil é marcado por preconceitos ideológicos. Argumentos racionais são deixados de lado. Mesmo partidos com viés pró-mercado como o PSDB têm receio de defender a bandeira. Não é de se estranhar. O brasileiro se acostumou com o Estado onipresente, executando diversas funções da segurança a mineração. Mais do que isso, o Estado é um excelente empregador, pagando bem e com estabilidade. Uma metáfora, no fim desse texto, pode ajudar os políticos a explicarem os benefícios da privatização à população.

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Ações com múltiplos altos estão sempre caras?

Existem diversas formas de avaliar se uma ação está barata ou cara. Uma das mais difundidas é a análise por múltiplos. Por essa métrica, compara-se o valor de mercado da companhia com algum dado contábil como, por exemplo, a receita, o patrimônio líquido, o Ebitda (a geração de caixa obtida de uma forma simplificada) ou o fluxo de caixa livre. Um leitor me fez uma pergunta relacionada ao múltiplo P/VPA (valor patrimonial por ação) e o retorno sobre o patrimônio líquido. Sua dúvida pode ser a de outros.

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Bitcoin: o investidor brasileiro aceita correr riscos?

As ideias que temos não surgem do nada. Nossos pais, professores, o meio social no qual vivemos vão pouco a pouco construindo nosso ideário. Nossa visão de investimentos surge da mesma forma.  O país, que sempre praticou juros muito acima dos de outros mercados,criou uma legião de investidores acomodados, avessos ao risco. Mas a mesma sociedade que acusa a bolsa de valores de ser um jogo de especuladores aplica sem parcimônia no mercado de moedas virtuais como o bitcoin.

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Crescer está mais difícil para as companhias

Quem já leu o prospecto de abertura de capital de uma empresa deve ter se deparado com a seção denominada “Destinação dos Recursos” no qual a empresa informa como aplicará o dinheiro arrecado dos investidores. Boa parte das companhias diz que utilizará os recursos para consolidar o seu segmento de atuação por intermédio da compra de concorrentes. Contudo, os últimos julgamentos do CADE, órgão de defesa da concorrência, têm proibido ou restringido a aquisição de empresas por companhias do mesmo setor.

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