Yearly Archives: 2017

Apple é a maior em tecnologia, mas não a mais bem-avaliada

Facebook, Google, Amazon, Microsoft e Apple possuem como característica buscarem a vanguarda tecnológica. Esse grupo faz parte da economia pós-industrial: a do conhecimento.

Todas são listadas na bolsa americana Nasdaq, com exceção da Google que pode ser investida indiretamente por intermédio da sua controladora Alphabet. Todas são grandes, mas elas são bem-avaliadas pelos investidores?

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O que “temer” com seus investimentos?

Apesar da impopularidade, da falta de legitimidade e das fortes suspeitas de ilícitos que pairam sobre o atual presidente, medidas econômicas sensatas faziam os indicadores econômicos melhorarem como a queda do risco país, o fortalecimento da moeda nacional, a diminuição da inflação e a redução dos juros. Com a perspectiva da recuperação da situação fiscal, alguns ativos financeiros apresentaram excelente rentabilidade durante a gestão de Michel Temer como os títulos públicos de longo prazo indexados a inflação e a bolsa, por exemplo. Mas a delação da JBS parece ter posto um fim no atual governo.

Se o governo Dilma foi desastroso, seus defensores são criativos na criação de slogans. O título da coluna faz a paródia de um deles. Então, quais seriam as melhores opções para seus investimentos com o provável fim do governo Temer? Continuar lendo

A medida de avaliação que Warren Buffett aprova

Em entrevista à revista Fortune Magazine em 2001, Warren Buffet, o conceituado investidor americano, falou sobre o indicador que compara o valor de capitalização das companhias registradas em bolsa com o PIB: “É provavelmente a melhor medida no qual se encontra o ´valuation` em qualquer momento específico.”

O site do Banco Mundial fornece essa relação para diversos países o que mostra a importância da medida.

Entenda os principais atributos dessa métrica e como o Brasil se encontra em relação aos outros países. A bolsa está cara sob essa ótica?

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A remuneração dos executivos e o preço da ação

O que afeta o preço das ações? A resposta é longa. Primeiro, posso mencionar os resultados da companhia. O preço da ação e o lucro operacional são estreitamente correlacionados. Segundo, por intermédio da formula de Gordon, sabemos que a política de dividendos também contribui para o desempenho da ação. Eu poderia indicar várias outros itens que impactam o preço da ação, mas a resposta seria incompleta sem mencionar a governança corporativa.

Mas como medi-la tendo em vista que a definição de governança corporativa reside em termos abstratos como transparência, “commitment”, “disclosure” e ética? É uma tarefa dura e, infelizmente, não existe um manual à disposição.

O alinhamento entre executivos e acionistas, por exemplo, é pedra basilar da governança corporativa. Mas o problema emerge de novo. Como se mede esse alinhamento? Uma opção é pesquisar a remuneração dos executivos. A meritocracia deve ser o principal instrumento de avaliação dos executivos. A remuneração deve seguir os resultados operacionais. Mas isso tem acontecido?

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O caixa é da companhia ou do acionista?

O objetivo último do acionista é ter sua participação em uma empresa retribuída com o recebimento de parte dos resultados. A legislação societária trata dessa questão, obrigando a companhia a definir um percentual mínimo a ser distribuído aos acionistas. Mas, apesar de algumas regras, o pagamento aos acionistas acaba sendo um ato discricionário dos administradores.

São atribuídas a Neném Prancha, roupeiro e massagista do Botafogo, frases que marcaram o futebol brasileiro. A mais famosa é: “Pênalti é uma coisa tão importante que quem deveria bater é o presidente do clube”. A política de dividendos, também um ato decisivo, deve reter a atenção do Conselho. Ela pode tanto impulsionar como prejudicar o desempenho das ações.

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