Monthly Archives: agosto 2016

O aliado virou algoz dos investidores

Em abril último, escrevi um artigo de alguma repercussão sobre o desempenho dos fundos de ações. Reportagens publicadas ilustravam que nos últimos anos esses fundos, em média, foram capazes de superar os índices da bolsa: Ibovespa, IBrX50 e outros.

A concentração dos indicadores em poucos papéis era, no meu entender, a principal razão da rentabilidade adicional obtida por nossos fundos. O Ibovespa, nosso principal índice acionário, é composto substancialmente de ações de estatais (Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Copel e Cemig), empresas de commodities e financeiras.

Mas não fui taxativo. No fim do artigo, deixava essa argumentação em suspenso ao fazer uma provocação: o gestor médio brasileiro obtinha esse bom desempenho em decorrência da qualidade de suas análises ou era realmente da má composição dos índices.

Já transcorridos oito meses, a rentabilidade de nossos fundos em 2016 traz nova luz sobre a questão?

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A força das expectativas para os investimentos

A decisão de investir compreende diversas variáveis como, por exemplo, o perfil de risco do investidor, o prazo do investimento e a necessidade de liquidez do investidor (ele necessita de uma renda regular ou pode viver sem os recursos advindos da aplicação por um tempo?). Essas informações são objetivas. Com elas, o consultor está quase preparado para indicar um produto financeiro (ou uma carteira de produtos) a seu cliente. Contudo ainda resta um importante atributo que não é apenas estudar o investidor: a expectativa em relação às variáveis econômicas como inflação e juros. Essas expectativas definirão o possível retorno dos investimentos no curto, médio e longo prazos. Além das questões macroeconômicas, deve se observar a capacidade financeira do emissor. No mercado acionário, a expectativa é ainda mais relevante, pois deve se atentar se essas variáveis já estão sendo levadas em conta pelos agentes de mercado.

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