Monthly Archives: novembro 2014

“Nova matriz econômica” afetou a relação entre a bolsa e os juros

A elevação dos juros, em regra, é negativa para o desempenho da bolsa. Por que isso ocorre? Explico esse movimento de duas formas. A primeira é avaliando as empresas pelo fluxo de caixa descontado. Na segunda, comparo os juros dos títulos prefixados LTN com o múltiplo P/L (preço por lucro) do Ibovespa. Como a expectativa é de alta para os juros no segundo mandato da presidenta Dilma, logo teremos uma bolsa em queda nos próximos meses? A princípio sim, mas a política econômica tem sido tão intervencionista até o momento que a relação entre os juros e a bolsa se desvirtuou desde meados de 2011. Mais um efeito pouco comentado causado pela “nova matriz macroeconômica” empreendida pelo governo Dilma Rousseff.

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O pessimismo de Keynes com a bolsa de valores

John Maynard Keynes foi um dos mais influentes economistas da história. Suas ideias, especialmente a da atuação fiscal do governo para corrigir deficiências de demanda e promover o equilíbrio, ainda são amplamente usadas por governos de diferentes perfis ideológicos. Em um dos capítulos de seu livro mais famoso “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, de 1936, Keynes faz duras criticas ao investidor de bolsa principalmente a sua obstinação pelo curto prazo. Como diz Keynes: “O jogo dos investidores profissionais é intoleravelmente fastidioso e demasiado exigente para quem não tenha absolutamente o instinto de jogador”. Outras observações contundentes estão nos próximos parágrafos e, infelizmente, continuam atuais.

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Dilma Rousseff e a bolsa de valores

O Teatro dos Vampiros, canção da Legião Urbana inserida no quinto álbum da banda brasiliense, possui os seguintes versos: “Vamos sair, mas não temos mais dinheiro / Os meus amigos todos estão procurando emprego / Voltamos a viver como há dez anos atrás / E a cada hora que passa / Envelhecemos dez semanas”. Segundo o jornalista Arthur Dapieve, Renato Russo compôs esses versos para retratar a situação vivenciada por seus amigos após a implantação do Plano Collor no início da década de 90. Embora o momento econômico atual seja superior ao daquela época, a sensação para quem milita no mercado acionário é a de que “voltamos a viver como há dez anos”. O que esperar para a bolsa no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff?

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Uso o múltiplo P/L projetado ou o histórico?

O múltiplo P/L (preço por lucro) é uma das ferramentas mais usadas na análise fundamentalista. Ela é muito útil, pois não se atém apenas ao preço da ação como na análise gráfica, mas leva em conta também o desempenho operacional da empresa representado pelo lucro por ação. Mas qual lucro eu devo usar: o projetado para os próximos exercícios ou o de períodos passados? Como tem sido a relação entre o múltiplo histórico e o projetado? Existe um comportamento padrão entre esses dois indicadores? Como se encontra atualmente essa relação?

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