Monthly Archives: outubro 2014

IPO: Cosan Logística versus BB Seguridade

Em setembro, a empresa de energia Cosan (CSAN3) anunciou a cisão de sua atividade de logística, criando a Cosan Logística. As ações dessa empresa passaram a ser negociadas de forma independente sob o código RLOG3. Em 2013, o Banco do Brasil (BB) havia aberto o capital de sua empresa de seguros. Com isso, a BB Seguridade passou a ser listada em bolsa. Embora tanto a Cosan quanto o BB tenham realizado a abertura de capital (IPO, da sigla em inglês) de unidades de negócios específicas de forma a dar maior visibilidade a elas, existem diferenças relevantes para os acionistas da companhia original.

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O departamento de RI das cias precisa se reinventar

A área de relação com investidores (RI) é a porta de entrada da companhia. Ela deve ser a responsável por fornecer os dados necessários para que o investidor, informado, se decida pela compra ou não da ação da empresa. Contudo os RIs da maioria das companhias se contentam em fazer o mínimo: reuniões ocasionais com investidores e divulgação das informações legais exigidas pela BM&F Bovespa e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Isso ocorre porque a maioria dos controladores e da alta direção veem a área como centro de custo e não como de geração de valor para a ação. Conheça alguns pecados cometidos pelos RIs das cias brasileiras.

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Como investir se não consigo poupar?

O descaso da maioria das pessoas com seus gastos pessoais assusta. Recentemente tive a seguinte conversa com um amigo: “Estou assustado com o custo de vida. Tenho gasto R$ X mil por mês”, disse. “Você está gastando muito, André. Gasto bem menos!”. Sabendo do seu elevado padrão de vida, não acreditei na resposta e de pronto retruquei: “Desculpe, mas quanto você e a Monica (sua esposa *) ganham?”. “Cerca de R$ Y mil”. “E você poupa quanto mensalmente?”. “Não consigo poupar”. “Bem, então você gasta mais do que eu”. Esse singelo raciocínio deixou meu amigo atônito. Por que isso acontece?

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Como perder dinheiro com a Usiminas

Com a recente briga entre dois dos controladores da Usiminas – a Ternium, do grupo ítalo-argentino Techint, e a Nippon -, agentes de mercado começam a apostar em possíveis ganhos com as ações ordinárias da Usiminas (USIM3), em decorrência de eventos societários como troca de controle e reestruturações organizacionais. Esses parecem ter memória curta, esquecendo-se da grande decepção de 2011, quando a entrada da própria Ternium no controle da sociedade não gerou direto de “tag along” aos minoritários. Embora a situação agora tenha outras peculiaridades, a chance de o minoritário se beneficiar desses eventos societários é remota.

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