Monthly Archives: julho 2014

Um setor à deriva na bolsa

Com a crise de 2008, os principais Bancos Centrais correram para auxiliar os conglomerados financeiros por intermédio de linhas de crédito e outras ferramentas. Buscava-se evitar que a falência dessas instituições gerasse efeitos perversos sobre o sistema econômico. Criou-se até a expressão “grandes demais para quebrar”. O Brasil já havia passado por situação análoga na segunda metade da década de 90 quando bancos importantes como Nacional, Econômico e Bamerindus foram socorridos pelo PROER (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional) do governo federal. Mas toda moeda tem dois lados. E os bancos brasileiros menores listados em bolsa? Conseguiram se adaptar à nova realidade pós crise? Ou podemos cunhar uma nova expressão: “pequenos demais para sobreviver”?

Continuar lendo

Cuidado com a análise por múltiplos

Embora seja uma ferramenta prática e útil para se avaliar o papel de uma empresa, a análise por múltiplos tomada de forma isolada pode gerar interpretações equivocadas. Isso tem acontecido com a análise do preço ofertado para fechamento de capital da incorporadora Brookfield (BISA3).

Continuar lendo

Quanto devo aplicar em ações?

Antes de responder a pergunta do título, cabe outra: o mercado acionário é para qualquer um? Alguns consultores utilizam regras simples, mas, como quase todas as simplificações, o resultado não é satisfatório. Antes de se decidir aplicar em ações é preciso conhecer seu orçamento e a expectativa de gastos futuros.

Continuar lendo

Existe risco regulatório no setor elétrico brasileiro?

A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) na nota técnica para definição da taxa de rentabilidade a ser utilizada no quarto ciclo de revisões periódicas das concessionárias de distribuição de energia explica porque não incluiu um adicional de risco regulatório na fórmula da tarifa. A agência está correta? As ações das empresas brasileiras do setor elétrico negociam com desconto em decorrência da existência de um risco regulatório no setor? Em outras palavras, os investidores para adquirirem essas ações pedem uma redução de preço devido a interferências governamentais?

Continuar lendo

A camisa amarela amarela?

Após a vexaminosa derrota para a Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo, especialistas buscaram explicações para a derrota. O desequilíbrio emocional dos jogadores tem sido considerado uma das principais causas para o fracasso. A pressão de jogar um torneio tão importante no Brasil afetou os jogadores o que refletiu-se na expressão chorosa dos jogadores durante a execução do hino e a pane de 6 minutos durante o jogo contra os alemães quando ocorreram 4 gols. A confiança (ou arrogância?) do treinador Luis Felipe Scolari não foi absorvida pelos jogadores. A ideia de que a vitória no futebol serve de alívio para as agruras da população brasileira é um fardo para os atletas. Não é somente no futebol que as condições psicológicas explicam derrotas dos esportistas brasileiros. Atletas olímpicos favoritos já tremeram em momentos decisivos. Se lembram das quedas de Daiane dos Santos e Diego Hipólito na ginástica olímpica, da perda da medalha de ouro pelo iatista multicampeão Robert Scheidt e do refugo do cavalo do Rodrigo Pessoa? Pode se alegar que faltam condições de treinamento para os atletas olímpicos. Mas a desculpa não vale para a seleção de futebol que possui um centro de treinamento de última geração em Teresópolis. Mas nenhum acidente possui apenas uma razão. Quais foram as outras falhas?

Continuar lendo