Monthly Archives: fevereiro 2014

A filosofia explica a força das cias familiares

Lendo o excelente livro “Justiça, o que é fazer a coisa certa” do Professor de Harvard Michael J. Sandel me lembrei do acirrado debate sobre a melhor forma de controle societário: o concentrado ou o difuso. No primeiro, a sociedade possui um controlador definido, enquanto que no segundo as ações estão dispersas entre diversos acionistas, não se formando uma maioria estável. O poder sobre a companhia pode variar de acordo com os arranjos societários. Estudos indicam que o desempenho das ações de empresas com controle concentrado, especialmente o das companhias familiares, superam o de outras formas de sociedade. O livro de Sandel parece explicar a razão.

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Acredite: nossa bolsa tem sido boa opção como diversificação

Conversei essa semana com um gerente do “private banking” de um grande banco brasileiro de varejo. Ele gerencia 100 contas de pessoas físicas que, na média, possuem carteiras de investimentos de R$ 5 milhões. Ele me disse que apenas 10 pessoas aplicavam em ações via fundos ou diretamente. Essa informação é assustadora. Muitos dirão que isso acontece, pois a “bolsa brasileira” tem ido mal nos últimos anos e a expectativa continua nebulosa para 2014. Isso é uma tolice. Uma meia verdade dita várias vezes que se revela uma mentira. Fundos ou carteiras que fazem criteriosa seleção de papéis têm tido boa performance nos últimos anos e tem sido uma excelente alternativa para diversificação. Uma carteira de ações é necessária, especialmente para quem já possui R$ 5 milhões livres para investir. Mas, para isso, o investidor precisa se informar para perder o medo.

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O investidor é como o vento só entra se houver porta de saída

A legislação permite que as empresas comprem suas próprias ações. A administração ao adotar esse procedimento sinaliza, em tese, que considera seus papéis atrativos. Outro ponto a favor das recompras é que caso as ações adquiridas sejam posteriormente canceladas, a parcela dos sócios remanescentes nos lucros aumenta. Contudo, por outro lado, a liquidez se reduz. Em um momento de mercado em baixa, tem sido usual que empresas anunciem aquisições de ações de sua própria emissão. A Saraiva (SLED4) acaba de anunciar um programa de recompras. Tendo em vista a baixa liquidezde suas ações, faz sentido a empresa adotar esse procedimento?

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Enquanto o mercado acha caro, os controladores compram

O que a companhia de energia elétrica Coelce (COCE5), a fabricante de não tecidos Providência (PRVI3), a de medicina diagnóstica Dasa (DASA3) e a de varejo eletrônico B2W (BTOW3) têm em comum? Enquanto o pessimismo domina o mercado, nessas empresas, o acionista controlador ou um investidor relevante está adquirindo mais ações por considerar seus preços atrativos. Por que existem visões tão distintas sobre o valor desses ativos?

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Não existe um preço-alvo único e imutável

Preço-alvo, preço justo, “target price”, “fair value”. O nome não importa. Todo relatório de corretora apresenta o valor intrínseco da ação, o preço que a ação deveria valer. Esse valor nada tem a ver com a cotação de mercado. O preço em bolsa pode estar acima ou abaixo do preço justo. Considerando-se que os investidores sejam racionais, se espera que, no médio prazo, a cotação se iguale ao preço justo da ação. Contudo, cuidado, pois o preço justo pode variar muito dependendo das variáveis utilizadas. Cada investidor pode ter seu próprio preço justo. Assim, ao se deparar com o preço-alvo sugerido pela corretora saiba que aquele valor é apenas uma referência.

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