Yearly Archives: 2014

Cemig: nova administração, menores dividendos? – Parte II

Segundo fontes, a nova administração da Cemig que irá assumir a partir de início de janeiro poderia reduzir os dividendos pagos pela companhia. No post de 1º de dezembro, analisei se uma possível alteração na política de dividendos afetaria o preço da ação. Nesse segundo artigo, comento sobre quais as consequências sobre os direitos dos minoritários caso haja redução do dividendo obrigatório.

Continuar lendo

Os dividendos da Eletrobras

Nas últimas semanas, os maus resultados operacionais da Eletrobras sinalizaram para uma possível redução dos seus proventos, mesmo com os dividendos mínimos das ações preferenciais. O fato indica o cuidado que o investidor deve ter quando investe de olho apenas nos dividendos, bem como quando aplica em ações de estatais.

Continuar lendo

Cemig: nova administração, menores dividendos? – Parte I

Segundo matéria publicada no Valor Econômico em 24 de novembro, fontes do futuro governo petista em Minas Gerais avaliam a possibilidade de reduzir a parcela dos lucros destinada aos dividendos (o “pay-out”). Essa alteração da política de dividendos teria reflexos sobre o preço da ação? Quais seriam as consequências para os acionistas caso a nova administração decidisse pagar dividendos inferiores ao dividendo obrigatório de 50% do lucro?

Continuar lendo

“Nova matriz econômica” afetou a relação entre a bolsa e os juros

A elevação dos juros, em regra, é negativa para o desempenho da bolsa. Por que isso ocorre? Explico esse movimento de duas formas. A primeira é avaliando as empresas pelo fluxo de caixa descontado. Na segunda, comparo os juros dos títulos prefixados LTN com o múltiplo P/L (preço por lucro) do Ibovespa. Como a expectativa é de alta para os juros no segundo mandato da presidenta Dilma, logo teremos uma bolsa em queda nos próximos meses? A princípio sim, mas a política econômica tem sido tão intervencionista até o momento que a relação entre os juros e a bolsa se desvirtuou desde meados de 2011. Mais um efeito pouco comentado causado pela “nova matriz macroeconômica” empreendida pelo governo Dilma Rousseff.

Continuar lendo

O pessimismo de Keynes com a bolsa de valores

John Maynard Keynes foi um dos mais influentes economistas da história. Suas ideias, especialmente a da atuação fiscal do governo para corrigir deficiências de demanda e promover o equilíbrio, ainda são amplamente usadas por governos de diferentes perfis ideológicos. Em um dos capítulos de seu livro mais famoso “A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, de 1936, Keynes faz duras criticas ao investidor de bolsa principalmente a sua obstinação pelo curto prazo. Como diz Keynes: “O jogo dos investidores profissionais é intoleravelmente fastidioso e demasiado exigente para quem não tenha absolutamente o instinto de jogador”. Outras observações contundentes estão nos próximos parágrafos e, infelizmente, continuam atuais.

Continuar lendo