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O estranho e peculiar mundo das incorporadoras

A indústria imobiliária apresenta diversas particularidades. A começar pelas regras contábeis. Atributos importantes para a maioria das indústrias como economias de escala e diversificação geográfica simplesmente não funcionam na indústria de construção. Assim, analisar as empresas do setor com a mesma ótica utilizada para outros segmentos pode redundar em conclusões equivocadas. O que deve ser observado ao analisar o setor? Quais conclusões podemos tirar? A teoria de finanças consegue explicar o segmento ou estamos diante de um paradoxo?

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O Equilíbrio de Nash em Vale e Fibria

Fibria e Vale são duas empresas brasileiras de classe mundial. A primeira é a maior produtora de celulose do mundo, insumo para a produção de papel, com capacidade instalada anual de oito milhões de toneladas. Já a Vale é uma das maiores produtoras de minério de ferro do mundo. A oferta tanto de minério de ferro quanto de celulose têm aumentado nos últimos anos. Empresas que produzem commodities possuem características peculiares que as diferenciam de outras indústrias como a de varejo. Assim, qual será o impacto dessa nova oferta sobre o preço dessas commodities? Como se forma o preço desses produtos? A provável consolidação do setor de celulose pode impactar o preço?

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Múltiplo P/L aponta desânimo com resultado das cias brasileiras

Existe um debate histórico entre os adeptos da análise fundamentalista relacionado ao cálculo dos múltiplos P/L (preço por lucro), FV/Ebitda e outros. Deve-se utilizar os resultados passados ou os projetados. O mítico investidor americano Benjamin Graham pregou o uso dos lucros passados ao longo de seu livro “Investidor Inteligente”. Outro americano, Philip Fisher, defendia o oposto em outro clássico “Ações comuns, lucros extraordinários”: os resultados futuros. Que tal tentar mesclar as duas visões? O que essa abordagem indica sobre o grau de confiança dos investidores em relação ao lucro das companhias brasileiras?

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Apple é a maior em tecnologia, mas não a mais bem-avaliada

Facebook, Google, Amazon, Microsoft e Apple possuem como característica buscarem a vanguarda tecnológica. Esse grupo faz parte da economia pós-industrial: a do conhecimento.

Todas são listadas na bolsa americana Nasdaq, com exceção da Google que pode ser investida indiretamente por intermédio da sua controladora Alphabet. Todas são grandes, mas elas são bem-avaliadas pelos investidores?

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O que “temer” com seus investimentos?

Apesar da impopularidade, da falta de legitimidade e das fortes suspeitas de ilícitos que pairam sobre o atual presidente, medidas econômicas sensatas faziam os indicadores econômicos melhorarem como a queda do risco país, o fortalecimento da moeda nacional, a diminuição da inflação e a redução dos juros. Com a perspectiva da recuperação da situação fiscal, alguns ativos financeiros apresentaram excelente rentabilidade durante a gestão de Michel Temer como os títulos públicos de longo prazo indexados a inflação e a bolsa, por exemplo. Mas a delação da JBS parece ter posto um fim no atual governo.

Se o governo Dilma foi desastroso, seus defensores são criativos na criação de slogans. O título da coluna faz a paródia de um deles. Então, quais seriam as melhores opções para seus investimentos com o provável fim do governo Temer? Continuar lendo