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A remuneração dos executivos e o preço da ação

O que afeta o preço das ações? A resposta é longa. Primeiro, posso mencionar os resultados da companhia. O preço da ação e o lucro operacional são estreitamente correlacionados. Segundo, por intermédio da formula de Gordon, sabemos que a política de dividendos também contribui para o desempenho da ação. Eu poderia indicar várias outros itens que impactam o preço da ação, mas a resposta seria incompleta sem mencionar a governança corporativa.

Mas como medi-la tendo em vista que a definição de governança corporativa reside em termos abstratos como transparência, “commitment”, “disclosure” e ética? É uma tarefa dura e, infelizmente, não existe um manual à disposição.

O alinhamento entre executivos e acionistas, por exemplo, é pedra basilar da governança corporativa. Mas o problema emerge de novo. Como se mede esse alinhamento? Uma opção é pesquisar a remuneração dos executivos. A meritocracia deve ser o principal instrumento de avaliação dos executivos. A remuneração deve seguir os resultados operacionais. Mas isso tem acontecido?

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O caixa é da companhia ou do acionista?

O objetivo último do acionista é ter sua participação em uma empresa retribuída com o recebimento de parte dos resultados. A legislação societária trata dessa questão, obrigando a companhia a definir um percentual mínimo a ser distribuído aos acionistas. Mas, apesar de algumas regras, o pagamento aos acionistas acaba sendo um ato discricionário dos administradores.

São atribuídas a Neném Prancha, roupeiro e massagista do Botafogo, frases que marcaram o futebol brasileiro. A mais famosa é: “Pênalti é uma coisa tão importante que quem deveria bater é o presidente do clube”. A política de dividendos, também um ato decisivo, deve reter a atenção do Conselho. Ela pode tanto impulsionar como prejudicar o desempenho das ações.

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Os riscos dos investimentos na era da globalização

Apesar do ressurgimento de ideias nacionalistas mundo afora, a globalização segue a passos firmes. Ela não mais depende de políticos. O avanço da tecnologia e da comunicação os reduziu a coadjuvantes. Talvez esteja exagerando. Eles ainda podem tentar impedir a livre circulação de pessoas como Donald Trump tem feito. Tirando isso, a globalização de capitais parece irreversível. Pessoas e companhias podem direcionar suas poupanças para o exterior. Gestores de recursos e empresas locais podem batalhar pelo dinheiro de estrangeiros. Mas, como todo investimento, apresenta riscos. Mais ainda na inversão entre fronteiras, pois cheia de particularidades:

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Como a Bolsa se comportará em 2017?

O desejo de prever o futuro é ancião como a humanidade. A mitologia grega é recheada de adivinhos: Cassandra, Calcante, Tirésias. É famoso o Oráculo na cidade de Delfos, onde sacerdotes selecionavam mulheres videntes as quais passavam a ser denominadas Pitonisas. A ânsia de antecipar o porvir permanece. Gostaria como Nostradamus delinear o futuro mirando a água repousada em uma bacia. Não consigo. Mas mesmo sem qualidades mediúnicas, o ofício de analista me exige a construção de cenários prospectivos. A tarefa é inglória. Mesmo sem a ajuda de bacias ou pitonisas, esse artigo busca tecer algumas ideias para o ano em curso.

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