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Os riscos dos investimentos na era da globalização

Apesar do ressurgimento de ideias nacionalistas mundo afora, a globalização segue a passos firmes. Ela não mais depende de políticos. O avanço da tecnologia e da comunicação os reduziu a coadjuvantes. Talvez esteja exagerando. Eles ainda podem tentar impedir a livre circulação de pessoas como Donald Trump tem feito. Tirando isso, a globalização de capitais parece irreversível. Pessoas e companhias podem direcionar suas poupanças para o exterior. Gestores de recursos e empresas locais podem batalhar pelo dinheiro de estrangeiros. Mas, como todo investimento, apresenta riscos. Mais ainda na inversão entre fronteiras, pois cheia de particularidades:

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Como a Bolsa se comportará em 2017?

O desejo de prever o futuro é ancião como a humanidade. A mitologia grega é recheada de adivinhos: Cassandra, Calcante, Tirésias. É famoso o Oráculo na cidade de Delfos, onde sacerdotes selecionavam mulheres videntes as quais passavam a ser denominadas Pitonisas. A ânsia de antecipar o porvir permanece. Gostaria como Nostradamus delinear o futuro mirando a água repousada em uma bacia. Não consigo. Mas mesmo sem qualidades mediúnicas, o ofício de analista me exige a construção de cenários prospectivos. A tarefa é inglória. Mesmo sem a ajuda de bacias ou pitonisas, esse artigo busca tecer algumas ideias para o ano em curso.

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Por que a gestão das cias está mais difícil?

O ambiente econômico atual é mais dinâmico e, por consequência, mais complexo. Mudanças tecnológicas disruptivas incomodam modelos de negócios antes inabaláveis. A gestão está mais complicada não somente por causa da tecnologia. O ambiente regulatório também se deteriorou no Brasil nos últimos anos. Essas mudanças dificultam também o trabalho de análise, tornando o investimento em companhias mais arriscado. Vários exemplos comprovam como o ambiente se tornou mais desafiador aos negócios.

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Recuperação econômica se perde na coleção de crises

A implantação da república, segundo diversos autores, foi orquestrada pelas elites econômica e militar, sem qualquer adesão popular. A derrubada da monarquia fez Aristides Lobo, republicano que viria a ser futuro ministro do governo provisório, cunhar a frase que entrou para a história: “o povo assistiu bestializado à proclamação da República”.

Tal como nossos conterrâneos em 1889, a população e as companhias estão atônitas frente as crises ética, institucional e fiscal que se desenvolve no interior do Estado. Embora a situação seja preocupante, o governo tenta passar otimismo com uma pauta voltada para a resolução do problema fiscal com a limitação dos gastos do governo nos próximos anos e a reforma da previdência. Apesar desse esforço, por que a recuperação das empresas não deve acontecer no médio prazo?

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