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Estratégia de Buffett desagradaria os brasileiros

No livro Essays of Warren Buffett – Lessons for Corporate America, Lawrence Cunnigham organizou as cartas anuais da Berkshire Hathaway, veículo de investimento de Buffett, por temas. As ideias do conhecido investidor americano sobre dividendos se encontram no capítulo Common Stocks. Como sempre suas ideias fogem do senso comum.

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Investimento ou tormento? 

Uma política econômica correta deve propiciar a existência de um ambiente de negócios saudável, permitindo que os recursos dos poupadores cheguem àqueles que querem investir.

Intervenções do governo a fim de induzir artificialmente o investimento podem produzir resultados positivos no curto prazo como o aumento do emprego, mas não se sustentam no longo prazo.

Muitos acreditaram no crescimento vigoroso da economia como prometia o governo anterior. A lista é longa. Vai de agentes econômicos modestos como os caminhoneiros a empresas conhecidas como Duratex, Gerdau e Mills.

O incremento da demanda não se materializou, mas o custo do financiamento, mesmo que em muitos casos a taxas atraentes, continuou a impactar negativamente os resultados.

A crise se espalhou por vários setores. A decisão de investir se mostrou equivocada. Mas as empresas não podem voltar ao passado. O que elas têm feito para superar esse momento? 

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A tributação sobre os dividendos e a ânsia de arrecadar

Os candidatos às eleições presidenciais de outubro têm colocado em debates e entrevistas suas opiniões sobre a crise fiscal brasileira. Ciro Gomes e Rodrigo Maia, por exemplo, defendem a tributação sobre os dividendos com o intuito de aumentar a arrecadação. Mas será que essa política não terá efeitos secundários como a redução dos investimentos? Será que uma economia com níveis de investimentos tão baixos pode se dar ao luxo de abrir mão do investimento das companhias privadas?

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Greve dos caminhoneiros: uma aula de economia brasileira

O Brasil adota um modelo econômico que agoniza. País de industrialização tardia criou estatais para resolver o problema. Políticas públicas tentam consertar a histórica desigualdade social: saúde universal, programas de renda mínima, educação gratuita, aposentadoria para a população de baixa renda, seguro desemprego. Bancos públicos subsidiam juros para o setor produtivo.  A ideia do Estado provedor é forte no inconsciente coletivo. Mas o Estado não produz, apenas distribui o que coleta. Essa estrutura custa caro. As alternativas do governo para cobrir seus gastos são cada vez mais limitadas.  A greve dos caminhoneiros mostra que o modelo está no limite. Muitos ainda querem continuar no mesmo caminho.  “É você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”, canta Belquior. Definitivamente não é mais possível vivermos “Como nossos pais”.

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Carta aos políticos com medo de privatizar

A discussão sobre privatização no Brasil é marcado por preconceitos ideológicos. Argumentos racionais são deixados de lado. Mesmo partidos com viés pró-mercado como o PSDB têm receio de defender a bandeira. Não é de se estranhar. O brasileiro se acostumou com o Estado onipresente, executando diversas funções da segurança a mineração. Mais do que isso, o Estado é um excelente empregador, pagando bem e com estabilidade. Uma metáfora, no fim desse texto, pode ajudar os políticos a explicarem os benefícios da privatização à população.

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